sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Escala do Universo Conhecido


Este video simplesmente ilustra da melhor forma possível o que disse nesse texto: http://www.dektri.net/2009/11/ilusoes-do-tamanho-do-universo.html

Nao ha como nao pirar =p

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A Revolução Individual Feita a Sua Própria Imagem e Semelhança


(texto baseado numa resposta minha a uma pergunta anônima no formspring.me)

Pergunta:
Muito legal perguntar as coisas pra você. Bom saber que existem pessoas que usam redes sociais realmente para refletir e trocar informações, que não se importam com a futilidade que impera nessas redes.

DEKTRI: Valeu!

Hoje temos o Google, mas quanto mais melhoram a ferramenta deles, infelizmente mais e mais perdemos nosso senso critico e nossa capacidade de questionar as informações que são trazidas para nos. A Google possui um papel vital nesse momento da historia de nossa espécie, porém nossa preguiça e má vontade nos tornará cada dia mais estúpidos. Poderemos morrer afogados neste oceano de informações, sem conseguir tomar um gole de água plenamente, justamente porque não sabemos filtrar, não sabemos pesquisar, estamos desaprendendo a pensar.


Não se trata de impor o que eu penso, ou o que pode ser considerado como “Certo” ou “Errado” que me expresso assim, ate porque o que existem são interpretações do mundo que nos cerca. Inclusive o que consideramos como mundo real, tangível, não deve passar de uma serie de ilusões criadas por nosso cérebro na tentativa de interpretar parte do que deve ser “O Todo”. Outros animais e alienígenas devem perceber um bocado diferente a realidade que os cerca, mas ainda não chegamos nesse nível de inteligência pra dialogar com mentes de outras espécies, mentes desiguais as nossas, mas que por algum “milagre” possa ser possível haver uma troca de experiências objetivas além das subjetivas, como as que temos com os outros animais. Se o aspecto objetivo da comunicação entre inteligências de espécies diferentes acontecer algum dia,  espero que possamos fazer comparações que esclareçam muitos dos “porquês” que não temos respostas ainda.
 A internet está se tornado um cérebro coletivo a qual nossos cérebros “limitados” podem se integrar e ter uma consciência muito maior, como nenhum homem no passado poderia ter. Por isso prefiro não usá-la de forma medíocre sempre.
Somos informívoros (esse termo não é meu), já que hoje em dia assim como água e comida, precisamos de informações pra continuar sobrevivendo. Talvez precisamos mais de informações até do que comida em alguns círculos sociais e situações. Se a teoria da evolução das espécies de Darwin estiver correta, hoje temos o fato da informação determinando a sobrevivência da raça humana. Quem estiver mais bem informado, sobreviverá. Quem ficar ai iludido e alucinado apenas com sua banda favorita, seu time, religião, dinheiro, a nova mulher-jaca-descartavel, o Big Bosta Brasil e tudo aquilo que certos grupelhos dominadores te venderem, estes espectadores sem senso critico estarão “mortos” amanhã, reclamando do mundo injusto e culpando os políticos por tudo.
VOCES SÃO CULPADOS por serem omissos a revolução histórica que vocês estão consumindo sem digerir.
O imperador Nero criou a política do “pão e circo” que consistia em dar ao povo comida para saciarem sua fome, e circo, luta de gladiadores, pra saciarem o ócio, assim o povo não se voltava contra o imperador. Hoje temos futebol e bolsa esmola, e não é so no Brasil, pra acalmar os ânimos, deixar o povo so reclamando, mas nunca tendo algo que o faça tomar uma atitude radical pra melhorar sua própria vida. Não tem como não traçar um paralelo da situação do Brasil e do mundo com a política do pão e circo de Nero.
Temos que voltar a usar melhor e mais vezes o “PORQUE?”. Isso não deveria ofender... acreditar cegamente em tudo, isso sim deveria ser ofensivo, passível a pena de morte.
Mas tudo o que escrevi acima são apenas algumas interpretações do meu cérebro. Continuo tão certo e errado ao mesmo tempo, como todos que preferem se alienar, porem prefiro promover uma revolução individual todos os dias, sem medo de ver  depois o quão enganado posso estar, porque não tenho  mais medo de me enganar, apenas  tenho medo de me  calar pro que realmente deveria importar.

domingo, 8 de novembro de 2009

City Of Fire


Lançamento:
15/08/2009
Gravadora: Shostroud Production Inc / GRB Production

01 Carve Your Name (4:39)|
02 Gravity (5:06)
03 Rising (3:19)
04 A Memory (3:51)
05 Spirit Guide (5:22)
06 Coitus Interruptus (4:44)
07 Hanya (3:56)
08 Emerald (2:02)
09 Hollow Land (4:51)
10 Dark Tides (4:26)
11 Rain (5:33)


O City of Fire é uma banda nova que conta na formação os experientes músicos Burton C. Bell (Fear Factory, Ascension of The Watchers) nos vocais, Byron Stroud (Zimmer's Hole, Fear Factory, Strapping Young Lad) no baixo, Ian White, guitarra/vocais, Terry "Sho" Murray (Shocore), guitarra, e Bob Wagner (Shocore, Econoline Crush), bateria. O nome do grupo é uma homenagem a cidade de Vancouver (Canadá) onde a maioria de seus integrantes residem e onde o álbum foi composto e gravado em dois meses,  produzido pelo próprio guitarrista Terry Murray.

Podemos definir o som do City of Fire como uma mistura de metal/Hard rock e alternativo com grandes melodias permeando o disco inteiro, indo da pesada faixa de abertura “Carve Your Name”, a alternativa “Gravity”, a quase grunge “Rising”, assim como outros sons como “A Memory” e “Spirit Guide” que remetem ao som do Alice in Chains (assim como “Coitus Interruptus”), seguindo pesadamente com “Hanya”, a acústico-instrumental “Emerald” (belo interlúdio) e depois “Hollow Land” que possui ótimos vocais e melodias instrumentais. O penúltimo som, “Dark Tides”, é quase um new-age e fecham o disco acusticamente com “Rain”, cover do The Cult. A gravação e mixagem são consistentes do começo ao fim do trabalho.

Não pense em um disco pesado como Strapping Young Lad ou Fear Factory e sim na sonoridade de bandas de hard rock americanas entre 1992 e 1998, mas com o estilo vocal agressivo-gutural/melódico do Burton C. Bell. Em muitos momentos ele supera muito do que já fez no passado. Quase todas as musicas o trabalho de duas guitarras é inteligente fazendo jus ao fato de possuírem dois guitarristas, assim como o baixo que trabalha melodicamente em muitos momentos, sem ser uma mera ponte entre as bases de guitarra e bateria, que também não fica atrás do resto do instrumental.

Um bom debut, acima da média, que pode assustar aos fãs mais radicais dos outros projetos dos integrantes mais famosos do City of Fire, porém que terá um apelo a um público diferente e mais acostumado ao hard-rock comercial dos anos 90. Há aquela teoria que diz que ciclicamente sempre há uma volta de interesse das pessoas pelo som que era feito há cerca de 20 anos atrás, então provavelmente a próxima década poderá ser ótima pro City of Fire, principalmente se possuírem força criativa pra se superarem nos próximos trabalhos.

Integrantes
Burton C. Bell – vocal
Ian White - guitarra, vocal
Terry Murray - guitarra
Byron Stroud - baixo
Bob Wagner - bateria.


Discografia

City of Fire – City Of Fire (2009)


Site Oficial:

www.cityofire.com


DEKTRI
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Crossbreed - KE 101


Lançamento:
15/09/2009
Gravadora:  Driven Music Group/ ADA / Warner Bros


01 Kill Everything (3:59)
02 Hollow (4:08)
03 Nothing (4:03)
04 Emote (4:19)
05 TBnot (2:54)
06 The Calling (3:42)
07 End of Days (3:42)
08 Superstition (Stevie Wonder Cover) (4:31)
09 Saints of Grey (4:11)
10 Control (4:21)
11 Beg (3:24)


O Crossbreed começou em 1996 na cidade de Tampa, Florida(EUA) como uma banda de new-metal, verdade seja dita, um bocado ruim e desinteressante tendo seu primeiro full-lenght  “.01” como prova disso, porém  após essa estréia esquecível, em 2001 assinaram com a Artemis Records e lançaram seu “Synthetic Division” aonde o som evoluiu para uma mistura de metal-industrial e new-metal com programações muito interessantes, dois tecladistas na formação cuidando do lado eletrônico que se tornou forte na banda , composições com personalidade própria e força pra destruir o mundo na época, se não fosse a qualidade da gravação que era apenas razoável. Porém criaram forte fama com suas performances insanas ao vivo, visual, iluminação e produção super carregadas, o que fez com que as expectativas quanto ao próximo álbum fossem grandes.

Mas o tempo passou e entre 2001 até 2009 o Crossbreed contabilizou cerca de dez ex-integrantes, sendo dois ex-baixistas, quatro ex-bateristas e quatro ex-tecladistas/programadores, restando da formação original apenas o vocalista James “Breed” Rietz e o guitarrista Chris “Roach” Nemzek. A banda alegou que o fato de não terem um bom contrato pra o lançamento de seu novo full-lenght como uma das razões pra lacuna de oito anos entre os discos, mas é inegável que a troca constante de integrantes fez com que sumissem de tempos em tempos. De qualquer forma em 2005 lançaram o excelente Ep “New Slave Nation” (independente), aonde o som da banda mostrou um pé mais forte ainda dentro do metal-industrial, menos new-metal, vocais mais agressivos e bateria idem, mas sem perder as características próprias mostradas no disco anterior.

Após alguns anos tocando exaustivamente duas demos de novas musicas em seu Myspace oficial, finalmente em 2009 a banda assina contrato com a Driven Music Group (ligada a Warner), selo do ex-Korn Brian "HEAD" Welch, e lança seu tão aguardado “KE 101” que soa na linha apresentada no EP anterior, tanto é que das onze faixas do disco, quatro são regravações do último EP e uma é um cover da “Superstition”, musica de Stevie Wonder de 1972. Aliás, é muito interessante ouvir uma banda de metal-industrial deixando de lado seu som típico pra levar um som funkeado, diferente do estilo caótico e “gelado” do grupo. Totalmente inesperado.

Quanto as musicas inéditas é inegável que apesar das diversas mudanças de formação todas as características que fazem o Crossbreed soar como Crosbreed estão ali, começando pela agressiva “Kill Everything” (ótima música pra começar um show gritando a plenos pulmões e quebrando tudo), continuando com a bizarra porém bela “Hollow” e caindo na “Nothing”, que possui um daqueles refrões pegajosos  que ecoam horas depois dentro da sua cabeça.  Depois vem “Emote”, que talvez seja uma das musicas com bases mais graves e densas que já fizeram, tendo uma estrutura interessante e diferente de um som típico da banda. Já “The Calling” não é muito atraente, soando esquisita e sem um foco claro. Na sequência vem a hyper carregada “The End of Days”, que faz jus ao nome e apresenta os sintetizadores mais malucos e interessantes deste disco, sem contar o resto do instrumental.

Infelizmente os remakes para “TBNot”, “Saints of Grey”, “Control” e “Beg” perderam muito do impacto que possuíam em suas versões originais, que eram por si mesmas excelentes  antes de tentarem rearranjar algumas partes e inventar outras firulas em estúdio. Muitas vezes o melhor é deixar o que já estava bem registrado lá no passado mesmo.

O fato do KE 101 ter tantas regravações faz pensar que o ritmo de composição caiu muito nos últimos anos, talvez por todos os fatos acima descritos. A gravação em si é boa, tendo espaço pra todos os instrumentistas brilharem, com destaque pro baixo que é bem claro em muitos momentos, porém apesar disso não é uma gravação tão consistente se comparada a do EP anterior, visto que algumas musicas possuem mixagens um pouco diferentes entre si ao ponto de alguns instantes destoarem ou ficarem levemente emboladas (principalmente nos remakes), não que isso seja um pecado dentro do som industrial, porém uma mixagem mais sólida e sem tantas dobras vocais, provavelmente fariam desse KE 101 um disco matador.

Um bom disco com ótimos momentos e outros nem tanto.

Ficou aquela sensação de quero mais.


Integrantes
James Breed – vocal
Roach - guitarra, programação
Mr.Hall - teclados, programação, vocais
Kem Secksdiin - teclados, programação, vocais
Floyd - baixo
Diesel - bateria.

Discografia

2Twenty2 (EP)(1998)
.01 (1998)
Synthetic Division (2001)
New Slave Nation (EP)(2005)
 KE 101 (2009)


Site Oficial:

www.Crossbreed.com


DEKTRI

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Maquinaria Festival 2009

Materia exclusiva para o site www.LiveAtU.com

Escrito por Dektri Dreizehn   
Qua, 04 de Novembro de 2009 23:30

Quase um ano e meio após a primeira edição, o Maquinaria Festival acontecerá na Chácara do Jokey Club, São Paulo, SP nos próximos dias 07 e 08 de novembro e trará no primeiro dia a lenda viva Faith No More (e de volta na ativa) como atração principal além de grandes nomes como Deftones, Janes Addiction, Sepultura e Nação Zumbi e no segundo dia Evanescence (que não está em turnê, mas fará essa apresentação exclusiva), Panic! at the Disco, os japoneses malucos do Dir en Grey e o projeto do ex-baixista do Guns and Roses, “Duff McKagan`s Loaded”. Nesse ano haverá também o “Palco Myspace” trazendo bandas independentes, sendo quatro delas escolhidas pelo publico através de votação de cerca 3mil bandas inscritas, e a atração especial Danko Jones como headliner no segundo dia.

Originalmente o Maquinaria surgiu como uma versão especial do clássico festival espanhol Atarfe Vega Rock (AVR – com mais de nove edições) e a primeira edição no Brasil ocorreu nos dias 17 e 18 de mar/2008 no Espaço das Américas, São Paulo, SP e trouxe nomes consagrados como Biohazard, Suicidal Tendencies, Sepultura, Misfits, Tristania, Ratos de Porao, Korzus, MxPx, Suicide City, Massacration e outras diversas bandas do cenário independente alternadas entre dois palcos, idéia essa importada do festival espanhol e que continuara sendo explorada nessa edição nova.

Essa segunda edição mostra a tendência do festival se voltar mais ao rock e alternativo em todas suas tendências, enquanto a primeira edição no primeiro dia foi o "dia Metal” e o segundo o "dia Emo”. Creio que seja um movimento inteligente por parte da produtora responsável, até porque festivais pra esses dois nichos específicos já existem de forma mais ou menos constante pelo Brasil (principalmente São Paulo) e boas bandas desses nichos ainda assim terão a chance de se apresentar no festival ao mesmo tempo que abre espaço para estilos diferentes como o hip hop , manguebeat e o que vier pela frente.

Fora a abertura musical, o evento abrirá espaços pra arte urbana e conscientização ambiental, tema esse tão atual e importante na construção de uma nova postura na sociedade global. Juntando-se tudo isso, o Maquinaria fica mais próximo de seu conceito de se tornar um festival diferente dos outros no Brasil, não só com relação a idéia de misturar bandas do mainstream com bandas independentes/underground, mas com um engajamento social e abertura pra outras manifestações artísticas.

Fui prova viva do empenho da produtora de tornar esse festival algo realmente memorável durante a primeira edição. Pelo menos pra mim foi memorável, visto que o Embrioma (banda a qual sou integrante) foi convidada pro palco 2 e tivemos o prazer de tocar entre o Misfits e o Sepultura, fora a atenção toda especial que recebemos da organização e equipe técnica que desde o dia que fomos convidados, até sairmos do palco depois da apresentação, foram extremamente corretos e honestos conosco.

Espero que todas essas boas qualidades sejam ampliadas nessa e nas próximas edições desse festival, que trabalha pra se tornar um festival tradicional no Brasil.

Site Oficial do Evento:
7 de novembro
-
Palco Principal
Faith No More
Jane’s Addiction
Deftones
Sepultura
Nação Zumbi

- Palco MySpace

Comodoro
Maldita
Silicon Fly
Sayowa
Tico Santa Cruz e o Rebu

8 de novembro
-
Palco Principal
Evanescence
Panic! At The Disco
Dir En Grey
Duff McKagan’s Loaded

- Palco MySpace
Volantes
Terceira Edição
Hori
Stevens
Danko Jones

Local: Chácara do Jockey - Av. Pirajussara, s/n (altura do 5.100 da av. Francisco Morato)
Classificação etária: Menores de 16 anos: entrada permitida somente acompanhado dos pais ou responsáveis legais. Não é recomendada a entrada de menores de 10 anos. Acesso para deficientes

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